<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305</id><updated>2012-02-16T18:58:25.466Z</updated><category term='Dramatis Personae'/><title type='text'>O Mundo Selvagem de Solomon Kane</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-496498285371415861</id><published>2010-04-18T17:31:00.006+01:00</published><updated>2010-04-22T00:29:10.325+01:00</updated><title type='text'>Cap. III - Sangue na Água</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os aventureiros descansam alguns dias em Thornwich enquanto Lilliana parte à frente para falar com o seu tutor em Londres sobre a demanda das jóias do poder. A rapariga indica-lhes uma estalagem, Os Três Vinténs, nas docas do rio Tamisa onde poderão pernoitar até ela dar notícias. No entanto, a fuga de Fergus da prisão local precipita os acontecimentos. Temendo pela vida de Lilliana, os aventureiros decidem partir imediatamente para a capital mesmo não totalmente recuperados dos seus ferimentos. Alguns dias depois, chegam a Londres e ficam alojados na estalagem que lhes fora indicada por Lilliana. Infelizmente, ninguém parece conhecer a rapariga e os aventureiros não têm outra opção senão aguardar por notícias dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Londres é uma cidade fervilhante e as docas ao longo do rio Tamisa ainda mais. Embarcações de todos os tamanhos cruzam as águas. Uma cacofonia de gritos enchem o ar. Marinheiros embarcam e desembarcam, vendedores anunciam a sua mercadoria e as tabernas enchem-se de gargalhadas e de homens à procura de companhia nos braços de uma bela mulher. A estalagem Os Três Vinténs tem vista para a Ponte de Londres. É um lugar confortável - tanto quanto uma estalagem nas docas pode ser confortável. Os aventureiros anseiam por alguns dias de descanso enquanto esperam por Lilliana. No entanto, uma conversa entre dois marinheiros atrai a sua atenção. Nas últimas noites, várias pessoas foram encontradas a boiar no rio, quiçá presas de algum grupo de bandidos. Nesse instante, irrompe pela estalagem um homem que anuncia a descoberta de outro corpo no rio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pequena multidão observa dois guardas que pescam um corpo inchado do rio. Um homem em cujas roupas e carne são visíveis golpes profundos e largos. A sua pele esbranquiçada contrasta com a língua púrpura e inchada que pende da boca. Um dos guardas sussurra para o outro: "Já é o quinto esta semana." Enquanto os guardas carregam o corpo para uma carroça, os aventureiros, curiosos, interrogam-nos. Tudo começou há uma semana, quando uma bruxa foi enforcada em praça pública, condenada por crimes de magia negra por um magistrado local. Desde então, a morte tem visitado as docas todas as noites e os corpos mancham as águas de sangue. Elena aproxima-se do cadafalso. Sob corpo da bruxa, que ainda pende pelo pescoço, repasto para os pássaros, há uma abertura para um túnel coberta por um gradeamento seguro por um cadeado. Pelo cheiro nauseabundo que emana da abertura, os aventureiros depreendem tratar-se de um esgoto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espicaçados por este mistério, os aventureiros decidem aguardar pela noite. Um nevoeiro lúgubre cobre o rio e a cidade como uma mortalha. As velas brancas dos barcos na bruma parecem espíritos que flutuam sobre as águas. Três figuras movem-se na escuridão até se deterem junto à entrada do esgoto. Com um pé de cabra, conseguem arrancar a fechadura e, em silêncio deixam-se deslizar até ao fundo. Os túneis abobadados são mais antigos que Londres, provavelmente de origem Romana. Os aventureiros são obrigados a arrastar-se num rio de detritos e dejectos nauseabundo. Iluminando o caminho com uma tocha procuram algo que esclareça o mistério mas algumas horas depois desistem quando se apercebem do verdadeiro labirinto em que se encontram. Desiludidos, decidem patrulhar as docas. Apercebem-se, então, de duas figuras que sobem a parede de um armazém com a ajuda de cordas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os aventureiros aproximam-se dos dois homens que, na sua atrapalhação, se empurram para fugir e caem. Num ápice, os três aventureiros estão em cima deles. Medrosos, os homens tentam fugir mas Elena consegue agarrar um enquanto Sebastian põe o outro a dormir com uma cacetada do cabo do seu machado. São apenas meros ladrões que tentavam assaltar o armazém e cujas desculpas não lhes salvam a pele. Os aventureiros entregam-nos às autoridades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O silêncio volta a cair sobre a cidade. Quando decidem regressar à estalagem, ouvem um grito arrepiante. Acorrendo ao local, vão ao encontro de uma mulher em trajos de dormir que cambaleia de uma casa, histérica, desfalecendo à entrada. Sebastian tem a sensação de ver algo mover-se no nevoeiro mas a figura disforme desaparece. No interior, os aventureiros encontram uma cena macabra. Os sinais de luta são evidentes. Um corpo jaz inerte coberto de sangue, com a carne dilacerada por profundos golpes expondo as entranhas. Num outro quarto, os aventureiros encontram os pertences de uma criança mas nem sinais da mesma. Felizmente, descobrem um rasto de sangue que conduz a uma entrada de esgoto próxima, desta feita arrombada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os aventureiros seguem o túnel principal. A tocha é uma ilha de luz na escuridão total. As paredes húmidas e viscosas são frias e o lodaçal de detritos cobre os tornozelos. O ar é fétido e pesado. Num bifurcação, param para se orientarem. Nesse momento, vindo do seu lado esquerdo, ouvem uma cacofonia de guinchos estridentes que se aproxima rapidamente. O chão fica rapidamente coberto por uma massa ondulante que se alastra na sua direcção. Centenas de ratazanas correm em pânico para a saída. Apanhados de surpresa, os aventureiros tentam em vão evitar aquela maré mas as criaturas atacam e mordiscam na sua fúria. Jérôme e Elena aninham-se contra as paredes. Sebastian espezinha as criaturas para sair dali. Foge para um dos corredores laterais mas afastado da longe da luz da tocha é obrigado a apalpar caminho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se volta para chamar os companheiros, sente uma forte pancada nas costas e as roupas presas em algo que o puxa. Uma garra rasga-lhe as costas. Sente as roupas quentes e húmidas do sangue que jorra da ferida. Cai para a frente desnorteado, quase paralisado por uma dor intensa que lhe atravessa o tronco. Em vão esbraceja para se defender mas a escuridão é total. Elena corre para Sebastian com a tocha iluminando aquilo que o atacara: um gigantesco rato de esgoto, inchado, cujos olhos brilham de malícia e com as garras cobertas de sangue fresco. A criatura tem o tamanho de um pequeno pónei mas move-se com a rapidez de um predador que brinca com a sua presa. Jérôme prepara a sua pistola para disparar enquanto Elena se interpõe entre a criatura e Sebastian, gravemente ferido. Desfere vários golpes mas a pele do monstro é dura como couro. O tiro da pistola parece enfurecer ainda mais a criatura que ataca furiosamente. Elena protege a retirada de Sebastian não sem antes a ferir. Jérôme desembainha as suas espadas e ataca, criando uma oportunidade de fuga para a rapariga que corre para ajudar o companheiro. O terrível combate ecoa pelos túneis. Um segundo terrível golpe põe o gigantesco rato em fuga. Ferido de morte, cai alguns metros depois exausto. Jérôme desfere o golpe final.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São três figuras cansadas e feridas que emergem dos esgotos para o ar fresco da noite. Nos seus braços, Jérôme carrega a rapariguita levada do aconchego do seu quarto pelo monstro. Nos dias que se seguem, os aventureiros descobrem que, na hora da sua execução, a bruxa mordeu os seus próprios pulsos, derramando o seu sangue. À medida que as suas forças se esvaiam, amaldiçoou a multidão, jurando que, pelo seu sangue, se vingaria. O que aconteceu a seguir é pura especulação mas a abertura do esgoto encontra-se directamente sob o cadafalso. Quem sabe que poderes teria o sangue da bruxa? Talvez agora os aventureiros possam descansar merecidamente enquanto aguardam notícias de Lilliana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-496498285371415861?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/496498285371415861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/04/cap-iii-sangue-na-agua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/496498285371415861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/496498285371415861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/04/cap-iii-sangue-na-agua.html' title='Cap. III - Sangue na Água'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-6209330492429019731</id><published>2010-04-12T22:19:00.007+01:00</published><updated>2010-04-15T09:45:12.995+01:00</updated><title type='text'>Cap. II - O Homem Sem Face</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sebastian chega a Dorshire seguindo os sonhos de N'Longa. Fica surpreendido quando encontra Jérôme e Elena. Reconhece-os imediatamente, já que N'Longa lhe falara de outros errantes e os dois haviam surgido por várias vezes nos seus sonhos. Mas seriam apenas sonhos? Jérôme e Elena confirmam que não. Havia magia envolvida e algo mais. Sebastian fica a saber da demanda pelas jóias do poder e do antigo Mal que surgiria e que haveriam de combater. Por ora, está disposto a abandonar a sua sede de vingança e a seguir os seus dois novos companheiros. Elena, impaciente por partir, ignora os seus ferimentos. Não pretende ficar muito tempo no mesmo local com medo de ser reconhecida. E, numa manhã fria de Janeiro de 1610, os três companheiros fazem-se à estrada em direcção a Londres, onde esperam encontrar informações sobre os artefactos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ar é frio e cortante e o céu carregado de grossas nuvens negras. Os aventureiros atravessam uma floresta densa e húmida quando ouvem os pedidos de socorro de uma mulher abafados pelo rugir de um rio em fúria. Acorrendo ao local, vêem uma jovem agarrada a uma rocha, quase sem forças, e fustigada pelas águas gélidas. Tentara, sem dúvida, atravessar o vau mas as águas inchadas pelas recentes chuvadas arrastaram-na. Sem hesitar, Sebastian larga os seus pertences e atira-se ao rio, salvando a rapariga. Trémula mas agradecida, a rapariga arrepende-se da sua decisão impensada. Chama-se Liliana Knight e pede aos aventureiros que a acompanhem até à aldeia mais próxima, para protecção contra os bandidos das estradas. Confidencia que teme alguém que a persegue mas cujo nome teme pronunciar. Esse alguém é responsável por uma maldição que a aflige. Liliana está a definhar lentamente até à morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os aventureiros percorrem agora uma estrada solitária, serpenteando por um arvoredo, quando dois homens, de grossas botas e capas, empunhando espadas e pistolas os interpelam. Ordenam que lhes entreguem a rapariga em troca da sua vida. Como os aventureiros recusam, um dos homens gesticula. Escondidos nos arbustos, estão outros dois homens, um de cada lado da estrada, empunhando pistolas. Jérôme desembainha o seu espadim e a &lt;em&gt;main gaunche&lt;/em&gt;, correndo para a direita da estrada. Sebastian intercepta o homem à sua esquerda, com um machado e Elena corre junto de Jérôme enquanto Lilliana se protege atrás de uma árvore. Os bandidos tentam apanhar a rapariga mas caem perante a fúria dos golpes dos aventureiros. Sebastian abre a cabeça de um espalhando os seus miolos e sangue. Um dos bandidos defende-se da investida de Jérôme disparando a sua pistola mas falha o alvo. Elena abre o peito de outro com uma estocada. Num ápice, todos os bandidos estão caídos e Lilliana incólume.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois dos bandidos estão apenas feridos e quando interrogados, não sabem dizer a identidade de quem lhes pagou para levar a rapariga. Apenas que é um corcunda, escondendo a face com uma márcara de serrapilheira e uma voz arrastada. Os bandidos deveriam levar a rapariga ao cemitério da aldeia seguinte, à noite, onde ela seria entregue ao homem. Jérôme recusa-se a matar os homens, apesar da insistência de Lilliana. Matar homens desarmados e feridos é um acto de cobardia. Como tal, liberta-os e ordena-lhes que levem os seus companheiros mortos e desapareçam. Lilliana, assustada, revela que o homem sem face é o seu irmão, Fergus, que a quer morta e o causador da maldição. Perante esta revelação, os aventureiros interrogam-se que mais Lilliana lhes terá omitido. Jérôme, no entanto, já jurara levar a rapariga até à próxima aldeia: Thornwich. Aí, os aventureiros e Lilliana providenciam quartos n'O Galo Cantante, a única estalagem. Ninguém reconhece os nomes de Lilliana e Fergus Knight, nem reconhecem qualquer dos bandidos pela descrição. O único evento digno de discussão foi o enforcamento de um assassino que ainda se encontra pendurado no cadafalso, no centro da aldeia, e cuja execução fora espectáculo público. Decidem, então, aguardar pela noite, altura em que planeiam visitar o cemitério e esperar por Fergus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite é escura com a lua escondida pelas nuvens. Um silêncio pesado cai sobre a aldeia. Uma porta range na estalagem. Sebastian apercebe-se do movimento e alerta Jérôme. Lilliana esgueira-se furtivamente do seu quarto e sai para o largo central da aldeia. Dirigindo-se ao cadafalso, ajoelha-se e desenterra algo do solo húmido. Apesar da distância e do negrume, Jérôme e Sebastian distinguem-se algo que se agita na mão da rapariga. Parece ser uma planta mas com uma forma toscamente humana, debatendo-se em vão. Lilliana retira uma faca e corta a "cabeça" da planta. Guarda-a na sua bolsa. Regressando à estalagem, é surpreendida pelos dois. Imediatamente revela que a sua doença mortal requer a ingestão de uma poção cujo um dos ingredientes é uma raiz de madrágora, raiz de planta rara que cresce em solo onde alguém é enforcado. Jérôme e Sebastian não sabem dizer se a rapariga fala verdade. Até agora tudo o que ela tem proferido têm sido meias-verdades e omissões. Com que intuito?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S8WM95tNMSI/AAAAAAAAALQ/lmK6d89sF50/s1600/fergus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; FLOAT: left; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459925118346932514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S8WM95tNMSI/AAAAAAAAALQ/lmK6d89sF50/s200/fergus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda os dois aventureiros ponderam o que fazer, quando um trotear de um cavalo corta o silêncio da noite. Cuspido pelo negrume, surge uma figura bizarra. Um corcunda montado num cavalo negro. As suas vestes negras e capa esvoaçante, com a cabeça coberta por uma máscara de serrapilheira, fá-lo parecer um demónio saído do Inferno. A sua forma deformada mistura-se com a do cavalo numa mancha negra disforme e fantasmagórico. Atrás de si, surgem os dois bandidos poupados pelos aventureiros, de mosquetes prontos a disparar. Com uma voz arrastada como se a língua fosse demasiado inchada para a boca, ordena que a rapariga saia da estalagem. Lilliana roga aos aventureiros que a protejam. Elena, agora acordada pela comoção, corre até aos companheiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fergus exige que a irmã lhe revele o segredo para recuperar a forma sã do corpo. Revela aos aventureiros que ambos criaram uma poção da imortalidade mas enquanto Lilliana conseguiu distilar a fórmula para manter o seu corpo são e jovem, guardou segredo. O corpo de Fergus continua a definhar e a envelhecer embora a morte nunca o leve. Fergus garante que a irmã é uma pessoa odiosa e que os aventureiros poderão partir em troca dela. Lilliana garante que não sabe como curar o corpo deformado do irmão. Indecisos, os aventureiros decidem proteger Lilliana. Fergus decide chamar a si ajuda. Os dois bandido protegem-se com o cadafalso esperando que os aventureiros saiam da estalagem. Jérôme consegue correr para o centro do largo, protegendo-se por detrás de um poço. Na escuridão todos os vultos são indistintos. As chamas das mechas dos mosquetes flutuam como vagalumes. Mas algo mais se move no negrume.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lenta e impiedosamente, um grupo de figuras arrasta-se para junto de Fergus. Os aventureiros reconhecem os bandidos mortos na estrada. Mas que magia negra é responsável por este horror? Fergus gesticula algo e instintivamente os aventureiros sabem que ele é o responsável pelo regresso dos mortos. Sem hesitar, Sebastian dispara mas a sua pistola encrava. Jérôme dispara também, atingindo-o no ombro e investe sobre os bandidos junto ao cadafalso mas estes antecipam a sua manobra e disparam, falhando o alvo. De súbito, Jérôme vê-se cercado pelos mortos que o tentam derrubar por terra. Para se poder defender, o espadachim larga a sua pistola e desembainha as suas armas. Com os dois distraídos, Fergus fustiga o cavalo para a estalagem ao encontro da irmã, mas Elena salta por uma janela pronta a atacar. O seu tiro falha o alvo e Fergus corre para o interior gritando por Lilliana. Sebastian acorre em sua ajuda. Com um tremendo golpe do seu machado, atinge Fergus nas costas derrubando-o. Cobardemente, os dois bandidos decidem fugir não sem antes disparar, desesperadamente, uma última vez contra Jérôme. A sorte favorece-os. Um tiro certeiro atinge-o no estômago. Uma dor lacinante trespassa-lhe o corpo e Jérôme sente a visão turvar-se. Lilliana corre para o exterior e antes que o pior aconteça gesticula no ar. As criaturas detêm-se e os seus corpos desintegram-se, como areia arrastada pelo vento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, Fergus é levado para a cadeia. Lilliana, eternamente agradecida, revela que o seu tutor em Londres, um alchimista e mago, poderá saber algo sobre as jóias do poder que os aventureiros procuram. Por ora, Jérôme decide descansar para recuperar dos seus severos ferimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-6209330492429019731?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/6209330492429019731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/04/cap-ii-o-homem-sem-face.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/6209330492429019731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/6209330492429019731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/04/cap-ii-o-homem-sem-face.html' title='Cap. II - O Homem Sem Face'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S8WM95tNMSI/AAAAAAAAALQ/lmK6d89sF50/s72-c/fergus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-8773793803628603874</id><published>2010-03-30T16:15:00.003+01:00</published><updated>2010-03-30T16:40:27.168+01:00</updated><title type='text'>O Dragão de Uffington - parte 2</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte, os heróis levantam-se cabeça fresca, pedem um farnel ao estalajadeiro e partem para investigar a região e qualquer traço do dragão. A primeira paragem é a figura branca, traçada no monte. Sem qualquer dúvida, tratam-se de contornos criados com uma substância semelhante a giz, mas manchados de sangue. Os heróis recordam as histórias dos locais que dizem que o sangue é um sinal de que o dragão está de novo a despertar. Olhando à sua volta, os heróis vêem toda uma vasta região de montes roliços verdejantes, campos cultivados e aldeias pitorescas. A Norte, ergue-se um monte de relevo peculiar, cujo topo é plano. A Sul, ergue-se um outro monte, cujas encostas parecem recortadas em degraus. Ali perto, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os heróis partem para norte, atravessando os campos de erva húmida com o orvalho da manhã e sobem o monte raso. Os locais chama-lhe Dragon Hill, provavelmente por causa da antiga lenda que refere o combate do padre com o dragão e onde supostamente o dragão teria morrido. À primeira vista, nada de estranho. O solo está coberto de relva, sem qualquer outro tipo de vegetação. Andando de um lado para o outro, Jérôme pisa um botão ainda agarrado a um pedaço de pano. Sem dúvida trata-se de um botão do punho de um casaco, cujo brasão gravado na superfície não conseguem identificar. Elena tenta recordar-se em vão se o brasão do fidalgo Richards seria igual. Sem saber o que fazer ao botão, guardam-no.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali perto, os dois heróis vêem os campos cultivados da região. Recordando o aldeão que diz ter visto os campos queimados depois do dragão ter por ali passado, decidem investigar mais de perto. É óbvio que algo queimou os campos. Um rasto de terra e plantas queimadas marca os campos como uma cicatriz gigante. A terra foi pisada por algo gigantesco e, embora os heróis não descubram qualquer outro indício, os factos parecem confirmar as piores suspeitas dos aldeãos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sol começa a atingir o zénite. Aqui e ali, manadas de vacas passeiam-se prazenteiramente, comendo a relva e deleitando-se no sol pálido do meio do dia. Jérôme e Elena sobem até ao cume do monte a sul, cujo relevo é recortado em degraus. A superfície das encostas é pontilhada como um queixo por pequenas tocas de texugos. No topo, são visíveis os restos antiquíssimos de uma antiga muralha de terra que circunda o cume do monte com um fosso a toda a volta. Trata-se de uma construção com centenas de anos, erodida pelo tempo, intocada pelas gentes locais, o que torna ainda mais óbvio a terra remexida. Os heróis apercebem-se imediatamente que a zona remexida é um pequeno rectângulo que sugere a forma de uma campa. Temendo o pior, Jérôme e Elena descobrem um cadáver em avançado estado de decomposição, envergando um hábito. É, sem dúvida, o padre que desaparecera há alguns dias. A sua mão inchada aperta um pedaço de pano que coincide que o pano do botão encontrado anteriormente. Lentamente, as peças do puzzle começam a encaixar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para esclarecer o mistério e confirmar as suas suspeitas, os dois companheiros regressam a Uffington onde confirmam, inquirindo os aldeãos, que o brasão no botão pertence à família Vane. Desta forma, Jérôme e Elena conseguem demonstrar aos aldeãos de que, na verdade, o dragão não existe e que Richard Vane parece ser o responsável. Apenas podem especular quanto às razões do fidalgo mas os aldeãos são facilmente persuadidos a juntarem um grupo e a atacarem o castelo de Richard Vane para vingar a morte do padre e a atmosfera de medo que se tem vivido. Armados com forquilhas, machados, facas e archotes, a turba avança sobre o solar ao cair da noite. Apanhado de surpresa, Richard Vane ordena aos seus homens que o defendam. A multidão irrompe pela sala principal onde Vane e os seus homens enchiam a barriga em redor de uma mesa farta de comida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar da fúria que os impele, os aldeãos sentem ainda o medo de atacarem um nobre mas Vane, na sua vaidade e arrogância desmedidas, insulta os aldeãos, revelando afinal que o dragão era apenas uma desculpa para que os ignorantes dos aldeãos oferecem-se uma virgem em sacrifício, virgem que seria Martha, a rapariga que Jérôme e Elena haviam salvado no dia anterior. Vane afinal é obcecado pela rapariga. A ovelha no fundo da ravina servira para dar o sangue que os aldeãos julgavam ser do dragão que renascia. As colheitas foram queimadas pelos homens de Vane. Mas quando o plano correra bem demais, e o padre decidira defrontar o dragão, Vane não tivera outra opção senão matá-lo para o impedir de revelar o seu plano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentido-se traído pelo que considera ser os seus inferiores, ordena aos homens que ataquem. O combate é sangrento. Os aldeãos lutam corajosamente mas o treino militar dos homens de Vane dá-lhes a vantagem. No caos da batalha, por entre membros decepados, homens guinchando de dor e sangue cobrindo o chão e as paredes, Jérôme e Elena conseguem aproximar-se Vane para desferir o golpe mortal. Mas os homens de Vane protegem-no cegamente, cobrindo a sua retirada. Impotentes para impedir a sua fuga, os aventureiros auxiliam os aldeãos contra os guardas, cobrindo a sua fuga para fora do solário. No final da noite, o massacre termina por fim, com os homens de Vane mortos ou dispersos e muitos dos aldeãos mortos ou feridos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jérôme e Elena recuperam dos seus ferimentos. A vida na aldeia retorna à normalidade. Quando a memória dos eventos se desvanece na mente dos aldeãos, os dois aventureiros fazem-se à estrada, cientes que, apesar de terem deixado Vane fugir, cumpriram a sua obrigação, ajudando os fracos e oprimidos contra o despotismo daqueles que estão no poder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-8773793803628603874?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/8773793803628603874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/03/o-dragao-de-uffington-parte-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/8773793803628603874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/8773793803628603874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/03/o-dragao-de-uffington-parte-2.html' title='O Dragão de Uffington - parte 2'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-5818574401618241360</id><published>2010-03-24T00:42:00.009Z</published><updated>2010-03-24T12:03:19.239Z</updated><title type='text'>Cap. I - A Aldeia dos Malditos</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S6lrnQMRdtI/AAAAAAAAALI/7zEFQAE0bYY/s1600-h/dorshire.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 288px; FLOAT: left; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452007146014209746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S6lrnQMRdtI/AAAAAAAAALI/7zEFQAE0bYY/s320/dorshire.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Jérôme d'Alembert e Elena Valdez viajam há alguns dias numa estrada campestre da Inglaterra. Dois estranhos, em terra estranha, o seu destino é Dorshire, um aglomerado de casas rústicas de pedra com telhados de colmo, com uma igreja recentemente renovada. Os dois aventureiros depressa se apercebem da atmosfera de opressão e desespero. A grande maioria dos aldeãos adultos padece de uma ou outra maleita física como se uma epidemia se tivesse abatido sobre a aldeia. Um homem passa sem os dedos de uma mão, um outro usa uma pala, a uma mulher parece faltar-lhe uma orelha. Um pobre coitado, sentado na soleira de uma casa, sem dois braços chama os aventureiros e pede-lhes um pouco de comida. Quando questionado sobre o que lhe aconteceu, o aldeão apenas responde: "Nada que eu não merecessesse!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabendo que o sonho de N'longa os trouxera até ali por alguma razão, Jérôme e Elena sentem que estão a ser testados. Na única estalagem da aldeia, estranham a comida ser tão parca e não haver bebidas alcóolicas. O estalajadeiro apenas responde que a gula é um pecado mortal e que ninguém devem cair em tentação. Os restantes presentes, em especial um velhote, são mais abertos. Revelam que a aldeia sofre a maldição lançada por uma bruxa, Ellie Cinzenta, por ter sido expulsa da cidade. O camponês Talbot, que se gabava de ser forte como um touro, mal pode sair agora da cama. A Srª. Jenkins, que adorava comer, foi encontrada na sua cama como que atacada por um animal e sem estômago. A lista é infindável. Apesar de ter sido a curandeira e parteira da cidade, conhecedora de poções e unguentos, e consultada amiúde pelos aldeãos para prever o futuro, os aldeãos descobriram que era a meretriz do Diabo. Instigados pelo novo reverendo, um grupo arrastou Ellie de sua casa e expulsou-a, não sem antes ela amaldiçoar Dorshire pelos seus actos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procurando saber mais, Jérôme e Elena dirigem-se à Igreja. Recentemente renovada, é o maior edifício da aldeia, com uma torre com um sino e uma nave central. Cá fora, junto a uma das paredes, repousam várias ferramentas, uma pilha de blocos de pedra e areia. O reverendo Jefferies recebe os aventureiros com simpatia. É um homem bastante novo para a sua posição, com cabelos negros e ondulados, nariz curvo e olhos que irradiam simpatia. Chegado recentemente a Dorshire, descobriu que os aldeãos ainda se agarravam a crenças pagãs, na pessoa de Ellie Cinzenta. Acreditavam que ela podia prever o futuro e usar poções curativas, quando esse poder está reservado ao Todo o Poderoso. Os seus sermãos tocaram nos corações dos aldeãos que "persuadiram" Ellie a sair da aldeia. Apesar de tudo, o reverendo acredita que a maldição foi um bom sinal uma vez que, sofrendo na carne pelos seus pecados, os aldeãos são agora mais devotos que nunca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois aventureiros desconfiam que a chegada do novo reverendo e o mal que se abateu sobre Dorshire poderá ser mais do que mera coincidência. Determinados a chegar ao fundo da questão, questionam alguns aldeãos longe dos olhares e ouvidos do bom reverando. Finalmente, após alguma insistência, conseguem descobrir que, na fatídica tarde, durante a qual Ellie foi expulsa, apenas duas pessoas entraram na casa dela: o reverendo Jefferies e um homem chamado Gilbert Brewer. Os restantes aguardaram no exterior. Pouco depois, Gilbert arrastou Ellie para fora e a pobre mulher foi expulsa da cidade à pedrada. Na altura, Percy Webb que estava mais perto da janela contestou o relato do reverendo mas ninguém iria colocar a palavra de um bêbedo acima da palavra de um homem de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente uma luz. Percy Webb, outrora um alcoólico, é agora um homem doente. Sem bebida na aldeia, sofre o dia inteiro de tremuras e febre. A sua casa exala um intenso cheiro a urina e suor. Jérôme e Elena arrancam-lhe as palavras, mesmo quando ele se contorce de dores. Sim, ele estava junto à janela. Ellie não disse que a aldeia sofreria pelos seus pecados. Apenas o reverendo e Brewer. Ou pelo menos foi isso que ele julgou ouvir. Ninguém acreditou nele na altura. Como o reverendo ainda não sofreu nada e a aldeia está em sofrimento, talvez ele tenha percebido mal as palavras de Ellie. Antes de confrontarem o reverendo, os dois aventureiros decidem falar com Brewer, a única outra testemunha da maldição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois encontram Brewer a regressar do campo ao entardecer. É um homem alto e forte, de farta barba e passos largos. Totalmente devoto, Brewer defende que a aldeia sofre pelos seus pecados e que Deus quer que todos sigam a Sua palavra. A história aconteceu tal como o reverendo a relata. O homem parece sincero nas suas palavras mas antes que alguém possa reagir, ouvem-se murmúrios sussurrando: "Mentiroso! Mentiroso!" Subitamente, das sombras da casa, saltam três horrendas criaturas, não maiores que crianças pequenas mas de pele negra, olhos vermelhos brilhando de ódio, e finos braços e pernas terminando em afiadas garras. As suas bocas revelam dentes afiados e uma língua movendo-se obscenamente. As três criaturas saltam sobre Brewer e tentam arrancar-lhe a língua. Jérôme e Elena ainda conseguem matar uma das criaturas mas as outras rasgam a face de Brewer e desaparecem nas sombras. O camponês jorra sangue da boca e fica em estado de choque mas antes de desmaiar consegue escrever na mesa, com o seu próprio sangue: "Percy verdade. Reverendo mentiu."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, a hora da verdade chegou. Arrastando um bastante abalado e ensaguentado Brewer, os dois aventureiros, ainda atordoados com a reviravolta dos eventos correm para a igreja onde está a decorrer a missa da noite. Irrompendo porta adentro, confrontam o reverendo. Os aldeãos atónitos recebem a notícia com silêncio. O silêncio religioso da igreja é cortado por sussurros, os mesmos que os aventureiros ouviram antes em casa de Brewer. Várias criaturas negras, com os seus corpos retorcidos, saltam das sombras e atacam os presentes, incluíndo o reverendo ao qual dizem: "Orgulho! Mentira!" Gera-se a confusão. Os aldeãos, em pânico, correm para a saída, atropelando-se. Jérôme desembainha as suas espadas e corre em auxílio do reverendo que é atacado por duas criaturas. Elena corre até à porta, ajudando os aldeãos a sair.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jérôme mata as duas criaturas. O reverendo está paralizado de medo. Elena defende corajosamente os aldeãos enquanto estes saltam por cima dos bancos da igreja, tropeçando e acotovelando-se. A sua espada decapita e esventra várias criaturas até não sobrar alguma. Livres do perigo, forçam o reverendo a contar toda a verdade. Sim, ele instigou a expulsão da bruxa mas a maldição que ela lançou foi só sobre ele e Brewer. Nessa mesma noite, estas criaturas vieram para o punir mas ele conseguiu fazer um pacto com elas. As criaturas poderiam punir qualquer pecador de Dorshire, se o poupassem. O reverendo acredita sinceramente que estava a practicar o bem, mas no fim o orgulho foi a sua perdição e pecado. Após esta confissão, os aldeãos juntam-se para linchar o reverendo mas um discurso apaixonado de Jérôme salva a vida de Jefferies que é apenas expulso da aldeia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa mesma noite, N'longa surge num sonho exortando os aventureiros a lutarem contra um Mal que se ergue. Conhecido por muitos nomes, tem muitas face: os filhos de Abraão conhecem-no como Satã, para os homens de África é a Grande Serpente e quando o Egipto era jovem, o seu nome era Apep. Os aventureiros devem agora descobrir onde dorme e matá-lo mas para tal precisam das seis jóias de poder. Onde estão, N'longa não sabe. Ao longo dos séculos, foram espalhadas pelo mundo. Cabe agora aos aventureiros descobrir o seu paradeiro e uní-las contra o grande Mal que se avizinha. A demanda pelos antigos artefactos começou e os aventureiros seguem agora o caminho de Solomon Kane!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-5818574401618241360?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/5818574401618241360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/03/cap-i-aldeia-dos-malditos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5818574401618241360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5818574401618241360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2010/03/cap-i-aldeia-dos-malditos.html' title='Cap. I - A Aldeia dos Malditos'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S6lrnQMRdtI/AAAAAAAAALI/7zEFQAE0bYY/s72-c/dorshire.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-3764296038769011640</id><published>2009-05-03T00:12:00.008+01:00</published><updated>2010-03-22T01:39:06.056Z</updated><title type='text'>A Abadia do Medo</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfzWNLhAtMI/AAAAAAAAAHs/kWSzRke8ezk/s1600-h/abbey.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331371580817716418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfzWNLhAtMI/AAAAAAAAAHs/kWSzRke8ezk/s320/abbey.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;[NOTA]: Apesar das semelhanças entre estas personagens e as personagens da campanha oficial que estamos actualmente a jogar, O Caminho de Kane, a relação entre ambas é ténue. Podemos dizer que estas são o protótipo das outras quando os jogadores criaram personagens para uma aventura curta para testar o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;PROTAGONISTAS&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Jérôme d'Alembert&lt;/strong&gt; - Antigo membro da guarda real de Luís XIII de França. Após alguns anos, decide sair e explorar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Éloise Danglars&lt;/strong&gt; - Oriunda de uma família nobre de França, os pais naufragaram a caminho do Novo Mundo. Única sobrevivente, foi salva por Olivier le Bouchon, o pirata. Integrada na tripulação como filha adoptiva de Olivier, depressa ganhou a admiração da tripulação numa série de ataques às colónias Espanholas e Portuguesas das Caraíbas. Mais tarde, voltou para reclamar a herança da família em França mas foi traída. Mudou de identidade para fugir às autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano 1610. As duas personagens viajam para Paris, atravessando uma zona idílica e pastoral a alguns dias a Sul da capital de França. Os prados verdes estendem-se até se perderem de vista, aqui e ali pontuados por pequenas zonas arborizadas, e por casas campestres simples, por campos cultivados e gado a pastar. Antes de chegarem à aldeia de Bienville, passam por uma igreja católica romana de construção relativamente recente. A aldeia em si é um pequeno aglomerado de casas de pedra simples em redor de um largo central. As personagens dirigem-se à estalagem Le Grenou para aí pernoitar antes de, no dia seguinte, continuarem para Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de homens parece discutir enquanto o estalajadeiro corre as outras mesas atendendo os poucos locais que ignoram a discussão. Curiosa, Éloise senta-se numa mesa perto do grupo. Aparentemente, um dos homens, com roupas de boa qualidade (sapatos novos, uma túnica e barba bem aparada) tenta convencer um grupo de homens que são trabalhadores a continuarem o seu trabalho na abadia. O porta-voz dos trabalhadores recusa dizendo que o local está assombrado e já lá perdeu um homem. Fartos, os trabalhadores desistem e saem da estalagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente as personagens conversam com o homem e descobrem que é um rico mercador, herdeiro de uma propriedade fora da aldeia, onde se erguem as ruínas de uma abadia. Contratou trabalhadores para construírem nas ruínas a sua nova mansão. Mas agora os trabalhadores queixam-se que as ruínas estão assombradas e que algo matou um dos seus homens. Curiosas, as personagens decidem investigar, não sem antes o estalajadeiro os advertir que as ruínas são um local maldito e que as histórias que se contam são verdadeiras. Na aldeia, evitam falar das ruínas enquanto se benzem e trancam as portas. Apesar de tudo, as personagens ficam ainda mais curiosas e antes de partirem decidem visitar o padre da aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre recebe-os de bom grado mas fica surpreso quando lhe contam as suas intenções de explorarem as ruínas. Segundo ele, a abadia foi construída por monges da ordem de São Bento (Beneditinos) em 1300 e qualquer coisa. Há 30 anos, a abadia foi pilhada por Huguenotes (nas guerras religiosas de França) e desde então caiu no abandono. Os monges venderam o resto da propriedade e partiram. Os terrenos passaram então para as mãos de uma família rica cujo herdeiro é o homem que as personagens conheceram na estalagem. Desde a sua destruição, a abadia tem sido assombrada por uma força demoníaca e os locais evitam aproximar-se. Munidos desta informação, as personagens partem para as ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns quilómetros, numa elevação solitária e fustigada pelo vento, a silhueta ameaçadora da abadia projecta a sua sombra sobre as personagens. O edifício principal é a nave da igreja com um claustro de um dos lados. Paredes destruídas são testemunho da violência que ocorreu neste lugar. A lua cheia lança a sua luz pálida e doentia sobre a abadia. As personagens depressa descobrem o acampamento dos trabalhadores no interior da abadia e começam de imediato a explorar o lugar. Mas algo não está bem. Ao entrarem no claustro deparam com uma figura que caminha na direcção deles, saída das sombras das arcadas opostas. A criatura, um morto-vivo em decomposição, é seguida por outras três que atacam as personagens. Depressa são despachados a golpes de espada mas ao regressarem à Igreja, as personagens apercebem-se de outros movimentos furtivos. Mais criaturas mortas-vivas atacam as personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do combate, as personagens confirmam que, de facto, a abadia é assombrada por algo. Explorando-a com cuidado, descobrem uma passagem por detrás do altar que conduz a uma catacumba. Aí, por detrás de uma parede agora destruída, encontram um esqueleto debruçado sobre uma mesa com restos de comida há muito secos. O lugar parece ser uma antiga prisão e a parede sugere que alguém foi emparedado aqui. Na parede, alguém escreveu com sangue: Constance. Antes que as personagens possam continuar a sua exploração, o esqueleto ergue-se e, com uma força sobre-humana, ataca-os acompanhado pelos mortos que descem as escadas. Com algum custo, as personagens conseguem livrar-se das hediondas criaturas, destruindo-as e fugindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à aldeia, falam com o padre e descobrem nos registos antigos da paróquia a referência a um Tomás de Grellan, monge da abadia, que fora condenado por bruxaria e executado. Segundo os registos, Constance era de uma antiga família da região. A moradia ainda existe embora em ruínas e, no interior, as personagens descobrem uma antiga bíblia com uma árvore genealógica da família. Constance está indicada como tendo morrido muito nova. Uma nota escrevinhada à pressa revela que a rapariga definhou pouco depois do desaparecimento de Tomás de Grellan. As peças começam, pouco a pouco, a encaixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que a única maneira de dar paz ao espírito atormentado de Tomás é reuni-lo com a sua amada Constance, as personagens visitam a cripta da família. Enquanto Éloise pretende levar as ossadas de Constance para a abadia, Jérôme opõem-se veementemente. Regressam à aldeia para aí pernoitar mas Éloise, teimosa, parte sem o seu companheiro e regressa à cripta de Constance para levar as ossadas. Jérôme parte em direcção à abadia, pressupondo erradamente que Éloise teria ido para aí. Atacado sozinho na abadia pelas criaturas mortas, cai vítima da ira de Tomás de Grellan, o espírito que atormenta o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, a abadia continua a ser um lugar amaldiçoado que os locais evitam a todo o custo. Dizem os aldeãos que o que quer que atormente a abadia, continua a fazer-se ouvir pela noite dentro: um som cruel e arrepiante de uma alma penada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-3764296038769011640?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/3764296038769011640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/05/abadia-do-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/3764296038769011640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/3764296038769011640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/05/abadia-do-medo.html' title='A Abadia do Medo'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfzWNLhAtMI/AAAAAAAAAHs/kWSzRke8ezk/s72-c/abbey.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-1457109767295602262</id><published>2009-04-27T22:41:00.008+01:00</published><updated>2010-03-29T11:01:52.729+01:00</updated><title type='text'>O Dragão de Uffington - Parte 1</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfJGMleuYXI/AAAAAAAAAG8/XNaB42KvbyQ/s1600-h/vane.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328398491166073202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfJGMleuYXI/AAAAAAAAAG8/XNaB42KvbyQ/s320/vane.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Fevereiro de 1610. &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html"&gt;Jérôme&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html"&gt;Elena&lt;/a&gt; viajam por Ridgeway Path que liga Londres às terras campestres de Wessex Downs, a oeste. A viagem é calma e idílica, com montes e planícies verdejantes, campos cultivados e pequenas aldeias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao cair da noite do segundo dia de viagem, Jérôme e Elena deparam com uma estranha cena: um grupo de homens, armados e com archotes, observa uma rapariga atada a uma estaca. Perante esta situação bizarra, temendo o pior, os dois heróis aproximam-se. Ao seu encontro vem um dos homens, armado com um mosquete que lhes exorta que prossiga caminha para evitar derramamente de sangue. Elena não se deixa intimidar por estas palavras e avança resoluta. O homem aponta o mosquete e dispara mas a bala acerta no chão ao lado de Elena que continua a avançar. O homem grita por ajuda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grupo de seis junta-se ao homem do mosquete. Dois ficam para trás para impedir que alguém se aproxime da rapariga. Os outros quatro, dois armados com pistolas e dois com facas, socorrem o homem do mosquete. Jérôme desembainha uma espada e saca de uma pistola. Corre para os homens. Dois dos meliantes disparam contra os heróis, mas falham. Jérôme, certeiro, dispara e deita o homem do mosquete por terra. Atrapalhados, os homens das pistolas começam a recarregá-las mas Jérôme não lhes dá tréguas. Com um golpe de espada desorienta um deles. Os restantes atacam Elena, julgando porventura que uma mulher é o elo mais fraco, mas enganam-se. A jovem atira-se contra um deles e derruba-o. Quase instantaneamente levanta-se, empurra o archote de um contra a cara de outro, assustando-os e fazendo-os baixar as suas defesas. Felizmente para os dois heróis, um dos homens com a pistola não dispara contra a refrega, temendo acertar nos seus companheiros. O outro, ainda desorientado, afasta-se, tentando recarregar a pistola atabalhoadamente. Elena trespassa aquele que está deitado e ataca os seus outros oponentes. Um golpe de lâmina e um terceiro cai, soltando um grito. Perante adversário tão experientes, os restantes fogem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois heróis apressam-se a libertar a rapariga. Mas, com grande supresa, ela corre chorando histericamente para o homem do mosquete prostrado. Para seu espanto, Jérôme e Elena apercebem-se que o homem é o pai da rapariga. Apesar de tremendamente agradecida, ela teme que os heróis tenham feito mais mal que bem pois agora o dragão não pode ser apaziguado. Dragão! A palavra despoleta nos heróis as mais vívidas imagens de terror mas também de aventura. Um dragão que aterroriza as aldeias naquela região. Curiosos, eles questionam a rapariga sobre o dragão e o porquê de toda aquela cena que acabaram de testemunhar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rapariga, chamada Martha, conta que há muitos anos atrás, um dragão aterrorizava aquela região. Os habitantes locais decidiram então sacrificar todos os anos uma rapariga cuja virtude ainda estivesse intacta. Com o tempo, e porque o dragão deixou de incomodar os habirantes locais a troco de um sacrifício, as pessoas começaram a voltar as costas à fé católica e a venerar o dragão. Um padre, horrorizado com tamanha blasfémia, viajou até à região vindo de longe e defrontou o dragão matando-o. O sangue da besta caiu no chão e formou a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Uffington_White_Horse"&gt;figura branca nos montes&lt;/a&gt;. Muitos anos decorreram até que há umas semanas as colheitas apareceram queimadas e pisadas como se por uma besta gigante. Começaram a correr rumores que o dragão estava a despertar. A figura branca começou a ficar manchada de sangue, sinal de que aquele líquido corria de novo nas veias do monstro. Temendo o pior, os aldeãos começaram a falar em sacrifícios, não sem antes um padre local, à imagem do que sucedera no passado, ter decidido defrontar o animal. O homem desapareceu sem deixar rasto. Foi então que decidiram tirar à sorte e sacrificar uma rapariga pura. A má sorte calhou a Martha e, apesar do pai ficar pesaroso, decidiu aceitar o destino da filha para um bem maior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jérôme sentiu-se particularmente abalado. Ele que jurara defender os fracos e oprimidos vira a sua lâmina ceifar a vida de inocentes. Embora estes homens o tivessem atacado, tinham agido por medo e não por má fé ou ódio. Com o coração pesaroso decide redimir-se ajudando os aldeãos a defrontar o dragão. Os três regressam à aldeia com intenção de voltarem mais tarde para trazer os corpos e dar-lhes um enterro cristão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eis que quando se aproximam da aldeia de Uffington, são recebidos por uma multidão enfurecida. Os sobreviventes do combate regressaram à aldeia e contaram como os heróis impediram o sacrifício. Temendo pelo pior, decidem oferecer Jérôme, Elena e Martha ao dragão. Mas Elena faz-se ouvir sobre a turba. Eles estão ali para defrontar o dragão, grita, e tudo farão para matar a criatura. Os aldeãos detêm-se, sem saber em que acreditar. Nesse mesmo instante, um longínquo ribombar ecoa nos montes. Parece um trovão ou um rugido de algo gigantesco. É o dragão, gritam! À distância vêem uma aura laranja aproximando-se. O dragão cospe fogo! Jérôme e Elena apertam os punhos das suas espadas. O som aumenta até que distinguem o som de muitos cascos de cavalos. No cume de um monte surgem as silhuetas de cavaleiros que param e observam a multidão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos aldeãos corre até aos cavaleiros. Os heróis não conseguem ouvir a troca de palavras mas apercebem-se que o rosto do cavaleiro se transtorna e fica vermelho de raiva. Inesperadamente, o cavaleiro ergue a mão e esbofeteia o aldeão. Em seguida, troteia até perto dos heróis e desmonta. Com uma grande vénia, apresenta-se como sendo Richard Vane, fidalgo e senhor das terras em redor. Tem um porte altivo mas a sua face esquerda está deformada por cicatrizes profundas. Pede desculpa pelas superstições idiotas dos aldeãos mas não existe dragão algum. Preza as acções dos heróis por terem salvo Martha e demonstra grande preocupação pelo bem-estar dela. Dito isto, ordena aos aldeãos que alberguem os heróis por esta noite e espera que amanhã partam pacificamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elena interrompe-o rudemente. Ela está aqui para matar o dragão e não pretende partir sem esclarecer este caso. Jérôme sente alguma imprudência por parte da sua companheira e, temendo que ela insulte a hospitalidade do fidalgo, tenta interrompê-la mas a rapariga parece decidida. Richard esboça um sorriso. A sua face deformada parece adquirir contornos malévolos, ou será apenas impressão? Educamente, lembra a Elena que ele é senhor daquelas terras e não pretende que nada perturbe a ordem. A sua voz assume um tom ameaçador subtil. Antes que os heróis possam responder, vira as costas, monta no cavalo e parte com os seus companheiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elena e Jérôme recolhem-se na estalagem na companhia dos aldeãos. Teimosamente, a rapariga insiste em saber mais sobre o dragão. Onde está? Quem o viu? Um dos aldeãos responde que uma noite voltava do campo com as ovelhas quando viu a criatura junto aos campos cultivados a queimar as colheitas. Nunca a viu claramente mas era o dragão de certeza. Recentemente as ovelhas têm desaparecido, provavelmente devoradas pelo dragão. Só têm sido encontrados restos de sangue. Quanto ao dragão de antanho, foi morto por um padre em Dragon Hill, nos montes. Foi quando caiu e o sangue criou a figura de branco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por alguma razão, Elena suspeita de Richard apesar de sem grande fundamento. Os aldeãos dizem-lhe apenas que Richard ficou desfigurado ainda jovem como resultado de queimaduras. Regressou há uns meses atrás para a mansão senhorial que é da sua família, após a morte do pai, na companhia de personagens pouco recomendáveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elena decide então iniciar a sua investigação imediatamente. Apesar de Jérôme lhe chamar a atenção que a noite é escura e fria, Elena faz orelhas moucas e sai impacientemente. Sem outra alternativa, Jérôme decide acompanhá-la. Regressando ao local onde horas antes tinham defrontado os aldeãos e salvo Martha, os dois heróis examinam a figura de branco. De facto, os traços brancos estão manchados de sangue sustentando os medos dos aldeãos que o dragão está a voltar de novo à vida. Mas Elena não se deixa persuadir. Algo dentro dela a impele mesmo sem entender os seus actos, uma certa teimosia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali perto estende-se uma pequena garganta. A descida é acidentada, mas a jovem usa toda a sua perícia para conduzir Jérôme até ao fundo coberto de tojos cujas flores amarelas, na escuridão, iluminadas apenas pelas lanternas, adquirem um tom pálido e doentio. Procurando por entre os arbustos, os heróis descobrem uma ovelha. O animal apresenta sinais de uma enorme queda. As pernas estão partidas e algumas costelas rasgaram a carne deixando as vísceras expostas, mas o mais estranho é que o animal foi degolado com uma faca ou espada. Indecisos quanto ao significado desta pista, os dois heróis decidem retirar-se para a aldeia e voltar no dia seguinte, ao raiar do dia quando poderão investigar melhor o local à luz do dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Capítulo seguinte: &lt;/strong&gt;O Dragão de Uffington, parte 2.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-1457109767295602262?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/1457109767295602262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/capitulo-3-o-dragao-de-uffington-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/1457109767295602262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/1457109767295602262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/capitulo-3-o-dragao-de-uffington-parte.html' title='O Dragão de Uffington - Parte 1'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SfJGMleuYXI/AAAAAAAAAG8/XNaB42KvbyQ/s72-c/vane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-2395116168116337568</id><published>2009-04-24T02:20:00.001+01:00</published><updated>2009-04-27T19:07:21.565+01:00</updated><title type='text'>Novidades para Solomon Kane</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.peginc.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327682913139028562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/Se-7YdmR8lI/AAAAAAAAAG0/4Z4oxhsnbRI/s320/SavageSeasofSolomonKane.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Estas notícias já são de Janeiro deste ano mas como só criei o blogue agora, mais vale tarde que nunca. Prevê-se para este ano a saída de dois novos livros para The Savage World of Solomon Kane. Aparentemente, o jogo tem vendido bem lá fora pelo que a Pinnacle vai lançar The Savage Seas of Solomon Kane, para viagens até ao recantos mais longínquos do mundo. Apesar dos detalhes serem escassos, podemos especular que se trata de um &lt;em&gt;sourcebook&lt;/em&gt; com regras para combates navais, piratas, viagens marítimas, etc. O site também faz alusão a um livro chamado The Path of Kane que inclui mais &lt;em&gt;savage tales&lt;/em&gt;, informação sobre as várias áreas do mundo (Europa, África, Américas, Ásia) e um sistema de rumores que permite fazer fluir a &lt;em&gt;plot-point campaign&lt;/em&gt; do livro base muito mais facilmente. Aguardamos mais notícias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-2395116168116337568?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/2395116168116337568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/novidades-para-solomon-kane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/2395116168116337568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/2395116168116337568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/novidades-para-solomon-kane.html' title='Novidades para Solomon Kane'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/Se-7YdmR8lI/AAAAAAAAAG0/4Z4oxhsnbRI/s72-c/SavageSeasofSolomonKane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-4109477547187723294</id><published>2009-04-24T02:15:00.009+01:00</published><updated>2010-03-22T01:38:33.061Z</updated><title type='text'>O Abominável Dr. Cortez</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desta feita, &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html"&gt;Jérôme&lt;/a&gt; d'Alembert viaja por terras de Espanha na companhia de &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html"&gt;Sérgio&lt;/a&gt; Lázaro, um jovem médico Judeu, e Nathaniel Hawthorn, um nobre Inglês. Na primeira aldeia onde pernoitaram, os três viajantes ouvem falar dos roubos nos cemitérios. Desde há algumas noites a esta parte, as campas da pequena aldeia de Las Cruces têm sido profanadas durante a noite. Os responsáveis ainda andam a monte e as opiniões dividem-se se serão apenas ladrões de cadáveres ou um necromante. O apelo do mistério é demasiado forte para os heróis que se propõem seguir até Las Cruces para resolver o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A viagem é relativamente rápida e sem incidentes. Las Cruces é uma pequena aldeia cujos edifícios mais proeminentes são a igreja e a pequena taberna que serve de ponto de encontro aos aldeões, que aproveitam para descansar depois de um dia cansativo de lavoura e pastoreio. É aí que os heróis encontram os dois coveiros do cemitério. Trocam sussurros amedrontados entre si. A ar está frio e não estão com grande vontade em passar a noite ao relento no cemitério, mesmo que tenham sido escolhidos para apanhar os responsáveis pelas profanações das campas. Segundo eles, sabe-se lá o que se pode encontrar durante a noite, em tal local. Os heróis oferecem-se para os acompanhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pequeno cemitério fica por detrás da igreja. A noite está escura e as silhuetas fantasmagóricas dos edifícios parecem ampliadas pelas sombras. Mais adiante, os heróis apercebem-se do brilho de lanternas que flutuam sobre as campas como espectros. Aproximando-se cuidadosamente, vislumbram um grupo de 4 homens, abrindo uma das campas. São sem dúvida os ladrões de cadáveres. Os dois coveiros encolhem-se de medo. Inútil confiar neles. Os heróis abrem a cancela do cemitério e corajosamente avançam sobre o grupo. Apercebendo-se que não estão sós, os ladrões entram em debandada. Inicia-se então uma perseguição na noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando encurralados, os ladrões recusam-se a depôr as armas sabendo que o castigo por um crime tão hediondo é a morte. Sérgio não tem outra opção senão defender-se. Nathaniel acorre ao companheiro e com um golpe certeira deita um por terra. Sérgio aproveita a distracção dos outros e consegue colocar os seus braços à volta de um, subjugando-o. Os dois ladrões tentam libertar o seu amigo. Para horror de Sérgio, Nathaniel corta, a sangue frio, o pescoço daquele que já estava por terra. Este lapso momentâneo causado pela repulsa leva-o a soltar o ladrão mas Jérôme, o último a chegar ao local, deita um segundo por terra. Sérgio recompõe-se rapidamente e consegue segurar no ladrão que deixara escapar. Jérôme ajuda-o a subjugá-lo. O quarto ladrão apercebe-se do mesmo destino e rende-se, implorando por misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sedento de sangue, Nathaniel prepara-se para matar os dois ladrões subjugados. Jérôme impede-o mas, pressentindo que o inglês não se deixa convencer, aponta-lhe uma pistola e ameaça-o. Porque razão deixá-los viver, racionaliza Nathaniel, se a forca é o que a justiça lhes reserva. Nem assim os seus companheiros se deixam persuadir. Mordendo o lábio, e o orgulho, Nathaniel aceita a situação. Para além disso, é preferível interrogar um dos ladrões para saberem que destino iriam dar aos cadáveres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Arrastam os ladrões para um celeiro, longe dos olhares curiosos, e aí ameaçam o que ainda está consciente. O homem parece bastante simplório. Diz ser apenas um homem de família que precisava do dinheiro. Quem lhes paga é um homem chamado Cortez que vive na charneca. Os heróis decidem tirar tudo a limpo e visitar o homem para inquirir quanto aos cadáveres. Aos ladrões, deixam-nos partir pois compreendem que, apesar de tudo, são homens que vivem tempos de miséria e a quem a falta de dinheiro para alimentar a família serve de engodo a homens que se aproveitam das fraquezas humanas. Os coveiros que agora ganharam coragem para acompanhar os heróis reconhecem o nome do Dr. Cortez, médico muito acarinhado pelos aldeões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A casa do médica fica isolada numa charneca a norte da aldeia. É um edifício baixo, rectangular e simples com uma chaminé. Não se vê vivalmente nem qualquer luz. Os heróis espreitam pelas janelas mas os batentes de madeira estão fechados. Decidem então arrombar a porta, esperando apanhar de surpresa os habitantes. Com um estrondo ensurdecedor, entram na sala de estar iluminada apenas por uma lareira. Nesse instante, abre-se a porta do outro lado da sala e surge um homem de meia idade, cabelos grisalhos e olhar alucinado. Aparentamente delirante, o homem grita tresloucado: "Finalmente mostrei a todos como estavam enganados! A morte não é o fim!" Antes de poder terminar, um braço cinzento agarra-o pelo pescoço e arrasta-o para dentro do quarto de onde saira. A porta fecha-se com um estrondo e os heróis conseguem ouvir gritos de terror e sons de luta. Antes que possam reagir, a porta abre-se de novo e uma criatura horrenda salta do interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A coisa parece ser uma mulher criada a partir de vários pedaços de corpos, toscamente cosidos. A pele cinzenta e odor fétido sugerem que são pedaços de cadáveres. Sérgio empurra a mesa da sala contra ela, mas a criatura parte-a com as mãos nuas. Nathaniel afasta-se para um canto aproveitando a distracção dos seus companheiros. Jérôme agarra num tição da lareira, suspeitando que possa pegar fogo à criatura mas os seus golpes são em vão. Apercebem-se então que Nathaniel queima uns pós coloridos numa vela enquanto entoa um cântico. Poderá ser? Um feiticeiro entre eles?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criatura vacila quando sente o seu vigor esvair-se. A golpes de espada os heróis conseguem empurrá-la para dentro do quarto onde, para seu horror, vêm o doutor morto numa poça do seu próprio sangue, com o pescoço num ângulo impossível. O rasto de destruição é total, com móveis partidos, espalhados pelo quarto. Jérôme e Sérgio conseguem encurralar a criatura enquanto Nathaniel prepara um outro feitiço. Sabendo que o seu amigo luta melhor com duas lâminas que com uma, Sérgio corre para a main gauche de Jérôme que ele largara na sala para agarrar no tição e atira-a ao amigo. Nathaniel termina o seu segundo feitiço enfraquecendo ainda mais a criatura e entra no quarto, desembainhando a espada para a atacar. Sérgio acompanha-os mas grita a Jérôme que lhe atire o corno da pólvora. Abrindo o corno, Sérgio atira pólvora sobre a criatura e com o tição largado por Jérôme pega-lhe fogo. Uma bola de fogo envolve a criatura que se debate com dor. Os três heróis correm para o exterior, temendo que a criatura pegue fogo à casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para seu terror, a criatura queimada e com a cara cadavérica deformada pelo fogo, sai da casa. O fogo já se extinguiu mas causou danos suficientes para enfraquecer a criatura de tal modo que os três heróis conseguem terminar com a sua existência blasfema. Suspirando de alívio, regressam ao interior. Nathaniel lê o diário do Dr. Cortez que esclarece toda a história: há anos atrás, o médico perdeu a sua mulher, vítima de doença. Desgostoso e nunca recuperado, deixou-se dominar por uma obsessão que o levou a abusar da sua posição como médico para descobrir uma maneira de trazer os mortos à vida. Pagando bem caro por um livro secreto, o doutor trabalhou afincadamente durante anos até que os seus estudos atrairam a atenção das pessoas erradas e ele foi obrigado a mudar de nome e a fugir. Aqui, em Las Cruces, longe de todos, continuou os seus estudos enquanto cultivava a amizade dos aldeãos. Finalmente recriou a sua amada mas a experiência não resultou como puderam testemunhar os três heróis. Com o raiar do dia, os três heróis deitam fogo à casa destruindo assim todas as provas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-4109477547187723294?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/4109477547187723294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/swosk-capitulo-2-os-mortos-podem-voltar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/4109477547187723294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/4109477547187723294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/swosk-capitulo-2-os-mortos-podem-voltar.html' title='O Abominável Dr. Cortez'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-39777016301080367</id><published>2009-04-24T01:22:00.003+01:00</published><updated>2010-03-08T11:27:54.366Z</updated><title type='text'>Introdução</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas aventuras são consideradas &lt;em&gt;one shot, &lt;/em&gt;algumas com pré-criadas por mim para que os jogadores entendessem o sistema. Todas as aventuras tiveram a duração de uma sessão ou duas com histórias simples e cheias de acção bem ao estilo de Rober E. Howard.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/04/um-segredo-de-familia.html"&gt;Um Segredo de Família&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://swosk.blogspot.com/2009/05/abadia-do-medo.html"&gt;A Abadia do Medo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-39777016301080367?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/39777016301080367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/introducao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/39777016301080367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/39777016301080367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/introducao.html' title='Introdução'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-5685237513839382867</id><published>2009-04-24T01:20:00.002+01:00</published><updated>2010-03-24T00:41:23.327Z</updated><title type='text'>Um Segredo de Família</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;PROTAGONISTAS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alejandro Molina&lt;/strong&gt; - Ex-membro da Inquisição Espanhola que, no início, se esforçava por guiar a não castigar. Quando a Inquisição começou a recorrer aos métodos mais violentos, Alejandro, desencantado, partiu. Um homem de fortes convicções religiosas, luta contra o mal, com o seu próprio código de honra e fé em Deus. Armas: a sua convicção religiosa, um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rapier" target="_blank"&gt;espadim&lt;/a&gt; e uma pistola de mecha.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piotr Vasilevich&lt;/strong&gt; - Soldado do exército Russo, participou na guerra do seu país contra a Polónia (1605-1618) durante um período atribulado do seu país - o Período do Caos. Testemunha de carnificinas, a morte dos seus companheiros e atrocidades, deixou para trás o exército e partiu para a Europa Ocidental. Armas: O seu espírito endurecido, o seu mosquete e uma faca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alejandro e Piotr viajam pela Floresta Negra, no Margraviado de Baden (actual Alemanha), em direcção a Ritzenburg quando chegam a uma encruzilhada. Uma estada segue para Norte e outra para Sul. Na encruzilhada está um monge franciscano que profere um destino cruel para os que seguiram pela estrada Norte. Um demónio uivante deambula por essas partes da floresta, devorando os viajantes. O caminho para Sul é mais seguro e existe uma estalagem, o Galo Negro, onde poderão pernoitar. Apesar da sua curiosidade, os dois aventureiros decidem ir para Sul, pois a noite está a cair e não conhecendo estas paragens, é inútil investigarem o misterioso ser demoníaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Sol desapareceu por detrás das árvores quando um grito ecoa na floresta. Uma voz feminina pede por ajuda da floresta a Norte. Embrenhando-se na floresta, Alejandro e Piotr chegam a um riacho na margem do qual está uma rapariga deitada no chão, ofegante e assustada. Subitamente, a luz ilumina um ser demoníaco, transparente e com uma expressão terrível. Uma besta dos Infernos com a forma de homem mas com os olhos sedentos de sangue. Os dois aventureiros defendem a rapariga mas depressa se apercebem que a criatura é incorpórea e não pode ser ferida por armas mortais. Gritando por "Mathilde", a criatura ataca incansavelmente. Os dois aventureiros optam por fugir com a rapariga deixando para trás o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a noite vai avançada quando chegam à estalagem O Galo Negro, um edifício decrépito e escuro, com ar de quem não é reparado há algum tempo. O estalajadeiro alberga-os em dois quartos, mas Alejandro opta por fazer uma vigília à rapariga, rezando pelo bem estar dela, enquanto Piotr descansa no quarto contíguo, com a sua espada encostada à porta, caso alguém tente entrar. Algo na atitude do estalajadeiro ou do seu filho deixa os aventureiros irriquietos. As suas suspeitas confirmam-se quando alguém tenta entrar no quarto e derruba a espingarda. De armas em punho, os dois exploram a estalagem, descobrindo uma despensa onde, num amontoado de pertences de várias pessoas, está uma carta de uma rapariga chamada Mathilde para um jovem chamado Martin. Uma carta de amor, na qual a jovem espera poder reencontrar o seu amado em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros começam a juntar as peças. Preparam-se para explorar o resto da estalagem quando são atacados pelos filhos do estalajadeiro. Conseguem derrubar um mas o outro foge por um alçapão para uma caverna sob a estalagem onde existe um matadouro. Pedaços de corpos humanos, cortados aos bocados, sugerem o destino que lhes foi dado pelo estalajadeiro e filhos. No chão, está um jovem casal amarrado e amordaçado. Aí, os aventureiros confrontam o estalajadeiro e o segundo filho, que consegue fugir quando o pai é morto por Alejandro. Piotr persegue-o pela floresta adentro mas perde-o. Momentos depois, ouve um grito horripilante e a voz da criatura. O destino do homem fora selado e a criatura podia agora descansar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Epílogo:&lt;/strong&gt; Martin fora uma das vítimas do estalajadeiro e dos filhos que, cruelmente, se alimentava da carne das suas vítimas. Apenas o seu amor por Mathilde lhe deu forças para voltar do além e deambular pela floresta procurando a sua amada e atacando todos os que se cruzavam no seu caminho, sem distinção, na vã tentativa de se vingar dos seus assassínos. Perto da estrada Norte, as autoridades descobriram valas comum onde estavam as ossadas das vítimas, entre elas Martin. Aparentemente, os três assassinos não suportavam as ossadas perto da sua estalagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-5685237513839382867?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/5685237513839382867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/um-segredo-de-familia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5685237513839382867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5685237513839382867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/um-segredo-de-familia.html' title='Um Segredo de Família'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-1495653245033544693</id><published>2009-04-22T16:22:00.002+01:00</published><updated>2010-03-24T12:18:10.163Z</updated><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem vindo à campanha O Caminho de Kane.Este blogue é dedicado à campanha de The Savage World of Solomon Kane (SWoSK) do meu grupo na qual as personagens, denominadas Errantes, viajam pelos quatro cantos do mundo, no séc. XVII. O ano do início da campanha é 1610.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A campanha assume um formato episódico em que cada aventura tem um princípio, meio e fim bem definidos e poucos elementos são recorrentes. Os heróis destas aventuras são, tal como Solomon Kane, errantes que lutam contra as forças do Mal. Apesar dos seus defeitos humanos, juntam forças para um bem maior, motivados por uma força que não compreendem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A premissa é simples. Cada um dos aventureiros conheceu Solomon Kane durante as suas aventuras e antes do início da campanha. Inspirados, decidem juntar-se a ele na luta contra o mal. Algum tempo depois, começam a sonhar com um velho negro, de aspecto mirrado, nú e decorado com tatuagens, ossos e artefactos. É N'longa, companheiro de longa data de Solomon Kane. Nos sonhos, o velho guia cuidadosamente os passos de cada aventureiro até um destino desconhecido deles. Assim, muito subtilmente, os caminhos de cada herói vão cruzar-se e juntos irão lutar contra as forças do Mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-1495653245033544693?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/1495653245033544693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/prologo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/1495653245033544693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/1495653245033544693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/prologo.html' title='Prólogo'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-4247288664362019903</id><published>2009-04-21T16:20:00.009+01:00</published><updated>2010-03-22T01:25:04.469Z</updated><title type='text'>O Pacto</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/Se76tqYMedI/AAAAAAAAAGU/uOdeggUFYqQ/s1600-h/massacre.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 295px; FLOAT: left; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327471071602702802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/Se76tqYMedI/AAAAAAAAAGU/uOdeggUFYqQ/s320/massacre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Corre o ano de 1610. Três aventureiros atravessam uma região inóspita no nordeste de Espanha: &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/search/label/Dramatis%20Personae"&gt;Jérôme d'Alembert&lt;/a&gt;, antigo soldado do Rei Henri IV de França, um espadachim ainda envergando a farda do exército; &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/search/label/Dramatis%20Personae"&gt;Elena&lt;/a&gt;, uma jovem mulher disfarçada de homem e &lt;a href="http://swosk.blogspot.com/search/label/Dramatis%20Personae"&gt;Sérgio Lázaro&lt;/a&gt;, um jovem atraente, muito bem cuidado e de bigode aparado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite está prestes a cair e levanta-se um ar frio. A poucos quilómetros de distância encontram uma velha estalagem de aspecto pouco acolhedor, La Águila Roja. O interior é escuro e bafiento e o estalajadeiro pouco hospitaleiro. Apesar dos quartos terem pouco mais do que uma cama, os heróis preferem um tecto sobre a cabeça do que uma noite ao relento. A região é perigosa, adverte o estalajadeiro, roda por ali uma criatura que aterroriza os aldeãos. Esta notícia desperta a curiosidade de Jérôme, aventureiro por natureza. O estalajadeiro pouco mais sabe, apenas que a criatura raramente foi vista e vive nos bosques. Talvez na aldeia mais próxima, Madrigala saibam mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte, os três heróis partem em direcção a Madrigala. O sol brilha palidamente e o frio mais intenso fustiga as áridas encostas da Sierra de la Culebra. O trilho serpenteia por vales rochosos até à aldeia. Mas algo não está bem. O silêncio é demasiado pesado e uma aura de perigo toma conta dos heróis. A visão que os espera ao transpor o cume do monte é dantesca: por entre as ruínas fumegantes das casas, jazem os corpos ensanguentados e mutilados dos aldeãos. Nada foi poupado: aqui uma mulher morreu a proteger o bebé nos braços, ali um rapaz foi trespassado por um pique contra uma porta, acolá um grupo de cabeças foi barbaramente impalado em estacas de madeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre os escombros ouvem um gemido. Um homem corpulento e musculado jaz numa poça de sangue, com um golpe horrendo na cabeça. É tarde demais para o salvar mas com o seu último fôlego, o homem diz ser o ferreiro da aldeia. Esta manhã, conta, um grupo de homens armados desceram sobre Madrigala. Eram liderados por um homem alto e vestido de vermelho que dizia ser o filho de Satanás. Com a fúria dos infernos, mataram todos até ao último homem, mulher e criança. O ferreiro tentou defender a mulher e a filha mas foi subjugado. Antes de perder os sentidos, viu o demónio de vermelho agarrar na filha, Magda, e levá-la consigo. O homem pede aos heróis que a salvem antes que algo lhe aconteça. E, dito isto, solta um último suspiro e morre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jérôme sente o seu coração a pulsar de raiva. Sem hesitar parte no encalce dos bandidos seguido pelos seus companheiros. Em breve embrenham-se na floresta, longe de qualquer trilho. Os bandidos não se preocuparam em esconder o seu rasto, confiantes que ninguém ousa segui-los. Mais adiante, ouvem vozes. Aproximando-se cuidadosamente, os heróis encontram um grupo de quatro homens, armados. Pelo aspecto das roupas e das armaduras de couro parecem ser mercenários. Falam Alemão. Ao que parece, desertaram do grupo de bandidos, cansados de seguirem um louco que se intitula filho de Satanás. Aproveitando o elemento de surpresa, os heróis confrontam os bandidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora Sérgio tente chegar a uma solução pacífica, os quatro homens não se deixam capturar impunemente. Disparam as suas espingardas que ecoam como um trovão. Sérgio salta para trás de uma árvore, aproveitando o facto do seus dois companheiros distrairem os bandidos para se aproximar por detrás. Jérôme assume a sua pose de ataque, confiando no seu treino militar. Elena segue-o de perto. Os dois heróis caem sobre os mercenerários. Embora os homens sejam veteranos de guerra, Jérôme ferve de raiva. Com um golpe fulminante, um dos mercenários cai por terra. Vendo o seu companheiro esvair-se em sangue, os restantes depõem as armas. A sua vida é mais importante do que morrer por uma causa inútil. Os heróis amarram os mercenários a uma árvore e ficam a saber que o grosso do grupo, liderado pelo infâme bandido de vermelho, continuou a sua caminhada para Norte. Levam com eles a rapariga chamada Madga. Enquanto Sérgio cuida dos ferimentos dos homens, Jérôme obriga os bandidos a jurar que partem sem mais problemas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo após, os heróis seguem na peúgada dos mercenários. Ao cair da noite, aproximam-se do grupo que está acampado junto a uma escarpa, em redor de uma lareira. Avaliando a situação, os três heróis apercebem-se que, apesar de numericamente inferiores, podem tirar partido da situação. Muitos dos mercenários estão distraídos, obviamente confiantes que não foram seguidos. Dois homens estão junto do seu líder, o filho de Satanás, que está sentado numa rocha junto de uma rapariguinha amedrontada, Madga. Os mercenários bebem, comem e riem. Alguns já estão inebriados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por alguns momentos, os três heróis planeam o que fazer. Apesar de tudo, um passo em falso pode significar a morte da rapariga cuja vida não tem valor para estes homens. Jérôme propõe entrar no acampamento sozinho e desafiar o líder para um duelo, distraíndo os mercenários enquanto os outros salvam a rapariga. Sérgio e Elena opõem-se. Consideram o plano uma loucura. Optam então por outra estratégia. Usando as espingardas que confiscaram aos mercenários na floresta, Sérgio e Elena escondem-se em pontos estratégicos. Jérôme fingirá pertencer a um destacamento de homens enviados para capturar os bandidos. Talvez os mercenários sejam apanhados de surpresa e caiam no engodo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, com um grito, Jérôme surge sobre o cume da depressão, enquanto Sérgio e Elena disparam alguns tiros. Os bandidos estão cercados, diz Jérome, pelos guardas do rei de Espanha. Apesar da surpresa inicial, os homens estão bem treinados e pretendem vender cara a sua pele. Usando Madga como refém, obrigam Jérôme a render-se. Sérgio acompanha-o mas Elena não se deixa descobrir e dá a volta para a parte de trás do acampamento. Cercados pelos mercenários, Jérôme e Sérgio são escoltados à presença do seu líder, um homem alto e atraente, mas com um sorriso repelente. Segurando Madga pelo braço, ameaça os dois heróis. Nesse instante, soa um tiro. Elena tenta rebentar os miolos do líder dos mercenários mas falha. Segue-se um momento de confusão que Jérôme aproveita. As suas lâminas fulminam os mercenários mais próximos. O líder, o suposto filho de Satanás, recua com Madga mas Jérôme corre atrás dele, defendendo-se dos golpes dos mercenários, abrindo caminho aos empurrões. Elena corre para longe, seguida por um grupo de homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente encurralado, o filho de Satanás defende-se. A visão daquela rapariga indefesa, maltratada nas mãos daqueles homens, apodera-se de Jérôme. Com raiva incontida, ataca o líder. O sorriso dele desvanece-se. Em vez disso, a sua expressão é de fúria e finalmente de surpresa quando trespassado pela lâmina de Jérôme. Com o seu líder morto, os mercenários acabam por debandar. Homens cuja única motivação é o dinheiro cedo perdem a vontade de lutar quando confrontados com uma vontade superior à sua. Naquele momento, Madga abraça-se a Jérôme e agradece a boa providência que os trouxe ali. Sem mais delongas, os três heróis partem daquele local. Alguns dias depois, deixam Madga ao cuidado de freiras num convento próximo e partem para parte incerta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-4247288664362019903?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/4247288664362019903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/tres-estranhos-chegam-uma-encruzilhada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/4247288664362019903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/4247288664362019903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/tres-estranhos-chegam-uma-encruzilhada.html' title='O Pacto'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/Se76tqYMedI/AAAAAAAAAGU/uOdeggUFYqQ/s72-c/massacre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-306079986770916305.post-5094957350936936592</id><published>2009-04-21T00:57:00.021+01:00</published><updated>2010-04-22T12:26:22.209+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramatis Personae'/><title type='text'>Dramatis Personae</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AVENTUREIROS ACTIVOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ELENA VALDEZ (Pirata)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Elena nasceu em Espanha em 1578, no seio de uma família nobre. Orfã de pai e mãe, naufragados na costa das Índias Ocidentais, foi adoptada por El Lobo, o temível pirata das Antilhas. Ganhou a admiração do seu "pai" e companheiros e o ódio da coroa Espanhola.&lt;br /&gt;Eventualmente, decidiu regressar a Espanha para reclamar a sua herança. Mas o seu primo enganou-a destruindo-lhe os papéis de família. Elena vingou-se, matando o primo e fugindo das autoridades.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt; Agility d8, Smarts d6, Spirit d4, Strength d8, Vigor d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Skills:&lt;/strong&gt; Boating d6, Climbing d6, Fighting d8, Notice d4, Persuade d6, Shooting d4, Swimming d6, Taunt d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charisma:&lt;/strong&gt; -2*; &lt;strong&gt;Pace:&lt;/strong&gt; 6; &lt;strong&gt;Parry:&lt;/strong&gt; 6; &lt;strong&gt;Toughness:&lt;/strong&gt; 5&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hindrances:&lt;/strong&gt; Outsider*, Stubborn, Wanted (for piracy)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edges:&lt;/strong&gt; Acrobat, Lunge, Sweep&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gear:&lt;/strong&gt; Cutlass (Str+d6), Wheellock pistol (Range 5/10/20, Damage 2d6+1).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;XP: &lt;/strong&gt;14&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;JÉRÔME d'ALEMBERT (Espadachim / Ex-soldado)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jêrome é o terceiro filho de um pequeno fidalgo do sul de França. Cresceu a ouvir romances de cavalaria. Aprendeu esgrimir e combater com o seu pai, antigo membro dos Gardes Royales, a tropa de elite do rei. Participou nas guerras que opuseram Católicos e Protestantes em França. Assistiu a massacres sem piedade. Desiludido regressou a casa onde começou a padecer de doença desconhecida. Vagueia agora procurando um médico que lhe ofereça uma cura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt; Agility d8, Smarts d6, Spirit d6, Strength d6, Vigor d6&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Skills:&lt;/strong&gt; Fighting d10, Guts d6, Intimidation d4, Notice d6, Riding d6, Shooting d6, Taunt d6&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Charisma:&lt;/strong&gt; 0 &lt;strong&gt;Pace:&lt;/strong&gt; 6; &lt;strong&gt;Parry:&lt;/strong&gt; 9; &lt;strong&gt;Toughness:&lt;/strong&gt; 5&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hindrances:&lt;/strong&gt; Minor Delusion (fatal illness), Heroic, Code of Honor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Edges:&lt;/strong&gt; Ambidexterous, Florentine, Two-fisted, First Strike&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gear:&lt;/strong&gt; Rapier (Str+d4), Main Gauche (Str+d4), Wheellock pistol (Range 5/10/20, Damage 2d6+1).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XP:&lt;/strong&gt; 16&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SEBASTIAN GOTTSCHALK (Vingador)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passado, Sebastian vivia feliz com a mulher e filhos numa aldeia isolada da Floresta Negra da Alemanha, ganhando a vida como vendedor ambulante entre as várias aldeias e vilas da região, conduzindo a sua carroça dias a fio, ausente de casa. Num dos seus regressos a casa, deu guarida a um viajante que passava por ali. Mal ele sabia que o homem era um monstro sanguinário, um lobisomem que, nessa noite, atacou a sua família, matando a sua mulher e filhos. Gravemente ferido, Sebastian jurou vingança e desde então persegue a besta até à morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt; Agility d6, Smarts d6, Spirit d4, Strength d8, Vigor d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Skills:&lt;/strong&gt; Driving d6, Fighting d8, Notice d6, Persuasion d4, Shooting d6, Streetwise d6, Swimming d6, Taunt d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charisma:&lt;/strong&gt; +2 &lt;strong&gt;Pace: &lt;/strong&gt;6; &lt;strong&gt;Parry: &lt;/strong&gt;7 (1); &lt;strong&gt;Toughness: &lt;/strong&gt;6 (1)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hindrances: &lt;/strong&gt;Vengeful (kill the beast that killed his family), Death Wish, Loyal&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edges:&lt;/strong&gt; Brawny, Sweep&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gear:&lt;/strong&gt; Battle Axe (Str+d8), Medium Shield&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;XP:&lt;/strong&gt; 4&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AVENTUREIROS INACTIVOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SÉRGIO LÁZARO (Médico)(Desaparecido)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sérgio cresceu em Lisboa mas foi em Coimbra que se formou em Medicina. Regressou à capital onde exerceu durante algum tempo, vivendo com a mãe e irmã. A sua vida foi interrompida quando a família foi detida pela Santa Inquisição e os bens da família confiscados. A mãe e a irmã sucumbiram às horríveis torturas mas Sérgio conseguiu fugir. Depressa saiu de Portugal na pista do homem que denunciou a família às autoridades religiosas. No seu coração arde o fogo da vingança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt; Agility d6, Smarts d8, Spirit d6, Strength d4, Vigor d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Skills:&lt;/strong&gt; Fighting d6, Healing d8, Guts d4, Investigation d8, Knowledge (Chemistry) d6, Notice d6, Persuasion d6, Streetwise d6&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charisma:&lt;/strong&gt; +2 &lt;strong&gt;Pace: &lt;/strong&gt;6; &lt;strong&gt;Parry: &lt;/strong&gt;5; &lt;strong&gt;Toughness: &lt;/strong&gt;5&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hindrances: &lt;/strong&gt;Wanted (inquisition), Pacifist, Glass Jaw, Vengeance&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edges:&lt;/strong&gt; Alertness, Attractive&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gear:&lt;/strong&gt; Dagger (Str+d4).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;XP:&lt;/strong&gt; 7&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AVENTUREIROS MORTOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;NATHANIEL HAWTHORNE (Feiticeiro)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nobre de nascença, Nathaniel enveredou pela Medicina, partindo de Inglaterra para Espanha para a universidade de Madrid. Aí estudou com Alessandro Escobar, um famoso médico. Mas Alessandro era também um necromante que se apercebeu do potencial e intelecto de Nathaniel. Ambos desenvolveram as suas experiências a coberto da Inquisição até que Solomon Kane encontrou Alessandro e o matou. O puritano Inglês poupou Nathaniel, talvez porque a alma do jovem não era tão negra como a do seu mestre. Nathaniel sabe que recebeu uma segunda oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt; Agility d6, Smarts d10, Spirit d6, Strength d4, Vigor d4&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Skills:&lt;/strong&gt; Arcane Skill (Magic) d8, Fighting d6, Healing d4, Guts d4, Intimidation d6, Investigation d6, Knowledge (Ocult) d6, Riding d4&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Charisma:&lt;/strong&gt; +2 &lt;strong&gt;Pace:&lt;/strong&gt; 6; &lt;strong&gt;Parry:&lt;/strong&gt; 5; &lt;strong&gt;Toughness:&lt;/strong&gt; 4&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hindrances:&lt;/strong&gt; Bloodthirsty, Anemic, Aracnophobe (minor phobia)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Edges:&lt;/strong&gt; Arcane Background (sorcerer), Noble, Lucky&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Powers:&lt;/strong&gt; Fear, Boost/Lower Trait&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gear:&lt;/strong&gt; Rapier (Str+d4), Main Gauche (Str+d4)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XP:&lt;/strong&gt; 3&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/306079986770916305-5094957350936936592?l=swosk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://swosk.blogspot.com/feeds/5094957350936936592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5094957350936936592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/306079986770916305/posts/default/5094957350936936592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://swosk.blogspot.com/2009/04/dramatis-personae.html' title='Dramatis Personae'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
